04/07/2009 ANDEBOL Com uma lesão grave no ombro Carlos Ferreira termina carreira
Da sua família, apenas o filho mais novo, Ricardo, de 11 anos, não testemunhou o momento em que o pai anunciou o fim da carreira de andebolista profissional. Mas Ricardo pode estar descansado, pois tem uma boa justificação: encontra-se no Alto do Moinho, ao serviço do Francisco de Holanda, a disputar o Encontro Nacional de Minis de... andebol.
De resto, Carlos Ferreira contou com a família, a mulher Juliana Silva, e o filho mais velho, Bruno, num dos momentos mais duros da sua vida desportiva, que começou ainda menino, ao serviço do Fermentões, terra minhota para onde veio morar quando chegou de Lourenço Marques, onde nasceu há quase 43 anos.
Sem esconder as emoções, como foi sempre sua característica, como quando empolgava os companheiros e interagia de forma entusiasta e contagiante com o público, Ferreira pouco conseguiu falar, mas o que disse foi para agradecer à família "pelo acompanhamento que sempre me dedicou, nos bons e nos maus momentos". Também aqueles que foram seus "companheiros de aventura" e com os quais, garantiu, aprendeu "sempre muito", foram alvo de palavras de "agradecimento".
"O que sinto é um misto de tristeza e alegria. Tristeza porque acabo por deixar de jogar de uma forma que não estava à espera. As pessoas achavam que eu ainda tinha condições para jogar e tenho de abandonar por uma lesão grave (ndr: ruptura total da coifa dos rotadores do ombro direito). Alegria pelo sentimento do dever cumprido. Por em todos os clubes por onde passei, com dedicação, respeito e orgulho pelas instituições, ter deixado em todos a minha marca e por ser bem recebido em todos eles, seja por adeptos, directores ou jogadores", resumiu, destacando o primeiro encontro da carreira. "Marcou-me o primeiro jogo como atleta de I Dvisão, depois de ter estado castigado seis meses... Foi pelo ABC contra o Benfica, na Luz". Curiosamente, o último jogo também foi com o Benfica, mas em Braga.
Fonte: O Jogo
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